
Bruno do Nascimento
Dia 30 de Maio de 2003 a sociedade de Petrópolis tem um encontro marcado. Esse encontro pretende colocar em dia a situação da água no município. O evento é organizado pelo Lions Clube Petrópolis Itaipava e pelo Instituto Itaipava e deve alcançar o mesmo sucesso do primeiro, realizado em outubro de 2000 no LNCC.
Naquele instante o Laboratório Baffi fez uma série de exames comprovando o grau de contaminação do Rio Piabanha. Naquele ano os dados de um dia de análises já apresentavam um alto índice de contaminação dos esgotos domésticos.
Desde então, sentimos que é necessário um acompanhamento constante destas contaminações. Um relatório aprofundado somente será objeto de comprovação cientifica apenas diante de um levantamento permanente da qualidade destas águas.
O que podemos na atualidade dizer é que a qualidade da água no Brasil nas áreas em que a população utiliza fontes alternativas é precária. Exemplo disso é o resultado publicado pela EMATER, divulgando que 90% dos poços rurais localizados em um raio de 100 Km da cidade de São Paulo estavam contaminados por coliformes.
Para quem trabalha com analises de água tais índices, apesar de estrondosos, não representam nenhum tipo de surpresa. Aliás, matérias de jornais publicadas na cidade colocam Petrópolis perto dos mesmos índices.
Para se ter um controle efetivo destes poços será necessário um amplo trabalho de cooperação entre os diversos atores sociais. Primeiro, catalogando esses poços e estabelecendo uma legislação especifica para esse tipo de controle. Segundo, a Vigilância Sanitária deveria ter um levantamento de todas as análises de água realizadas em Petrópolis, por laboratórios públicos e particulares, divulgando trimestralmente os resultados encontrados.
Possivelmente, assim poderíamos ter um controle mais efetivo e melhorar a qualidade das águas consumidas por estas populações. Águas muitas vezes contaminadas pela falta de higiene, mas acima de tudo águas contaminadas pela falta da boa informação.
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