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Bruno do Nascimento
Diário de Petrópolis 24/08/04
Isso é o tema de um livro escrito por Joe Romm, que foi - entre outros cargos - subsecretário no Departamento de Eficiência Energética e Energia Renovável do Ministério da Energia dos EUA. O livro, que se chama "Cool Companies" em inglês e "Empresas Eco-Eficientes" em português, foi lançado pela Signus Editora (www.signuseditora.com.br) em setembro, no Rio de Janeiro e em São Paulo.
O livro destaca como qualquer empresa pode aumentar seus lucros e produtividade, e ao mesmo tempo reduzir suas emissões de poluentes, com um retorno sobre investimento que varia, em geral, de 2 a 3 anos, fato que agiliza adquirir empréstimos para modernizar a empresa. Ele providencia muitos exemplos de empresas de pequeno e grande porte, que, com mudanças tão simples como colocar clarabóias no telhado, conseguiram reduzir drasticamente seus gastos de energia e ao mesmo tempo aumentar a produtividade e o lucro. Um benefício adicional é que conseguem reduzir suas emissões de poluentes. Esses incluem a emissão de gases do efeito estufa, cuja redução vai ter um valor monetário de acordo com recentes desenvolvimentos nos mercados financeiros e nas bolsas de muitos países, inclusive do Brasil.
A redução do desperdício de energia, possível com melhor medição do uso, com a utilização de motores mais adequados e prédios com luz do dia ou uma iluminação que melhora a produtividade, são algumas das medidas tratadas nesse livro, tudo com um retorno surpreendentemente rápido sobre o investimento.
Os exemplos apresentados incluem uma empresa de tecelagem, de 3.000 empregados, um posto de gasolina, uma fábrica de ferro forjado e uma agência de correios, entre outros. Em muitos casos, as melhorias resultaram de consultas com os empregados, trabalhadores e operários, que ficam na linha de produção. Pequenas modificações na cadeia de produção podem resultar em grandes economias. E muitas empresas não sabem quanto estão perdendo por falta de atenção a mudanças que fazem mais parte do senso comum do que da alta tecnologia. Por exemplo, em 1898, de acordo com arquivos históricos, um empregado da Eastman Kodak recebeu um bônus de US$2 "por ter sugerido a lavagem dos vidros das janelas, a fim de melhorar a iluminação do local de trabalho". Existem até empresas que promovem uma "competição de sugestões" entre seus empregados, com bônus ao final do ano para as idéias que realizam as maiores economias. Como observa o Romm, "Um sistema para colher sugestões do pessoal requer muito esforço e dedicação por parte dos gerentes, que não devem interpretar as sugestões como sinalização de uma gestão deficiente, mas como uma clara prova de sua capacidade para motivar o pessoal." Da troca de motores, à modernização do ar condicionado, ao uso da luz do dia ou de uma iluminação mais adequada no local de trabalho, existem inumeráveis medidas a baixo custo que podem ser implementadas para maior eficiência e menos poluição. É preciso só uma abertura por parte da gerência, e melhorias podem ser feitos anualmente, até fora do balancete. O livro "Empresas "Eco-Eficientes" foi traduzido para o português pelo norte-americano radicado em Petrópolis, Paul Kozelka, quem tiver interesse em saber mais sobre o livro, poderá entrar em contato através do telefone: (24) 2235-5695 ou do e-mail: prkozelka@cs.com.
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